Porque deixei de usar o Notion
Começando a usar o Notion
Antes de começar a usar o Notion, eu usei o Evernote para fazer anotações por muito tempo. Porém migrei para o primeiro assim que o testei. Por ter um editor excelente, usar markdown, ser flexível e ter um plano free com tudo o que eu preciso, foi a melhor escolha na época. Assim essa ferramenta me ajudou muito e com o passar do tempo acumulei muitas anotações.
Os pontos fracos
Porém alguns problemas surgiram:
- O Notion guarda apenas anotações, mas às vezes preciso de outros tipos de arquivos, por exemplo, apresentações, pdfs, capturas de tela, etc. Eu poderia criar uma anotação e anexar esses tipos de arquivos, porém isso não é nada prático. Então uso o Google Drive como complemento. Isso é ruim, pois eu tenho uma estrutura de anotações no Notion e outra no Google Drive. Dessa maneira, preciso ficar lembrando onde está cada arquivo.
- O markdown do Notion é um pouco diferente do padrão. Por exemplo, tabelas padrão do markdown não funcionam no Notion, porque ele utiliza o conceito de ‘database’ nas tabelas. E funções como o toggle de texto não existem no markdown padrão. Assim, de certa forma, estou preso no Notion para ler algumas anotações formatadas corretamente.
- Alterar estruturas das anotações é muito trabalhoso. Temos que combinar ‘pages’ e ‘databases’ em vários níveis para formar nossa própria estrutura, o que é bom pela flexibilidade, mas trabalhoso caso a gente queira modificá-la.
- A facilidade em criar anotações no Notion me faz ficar com muita coisa inútil armazenada
A alternativa
Eu resolvi usar apenas o Google Drive para guardar meus arquivos e anotações. E isso me trouxe algumas vantagens:
- Posso guardar qualquer tipo de arquivo e não preciso me decidir onde vou guardar cada um. Por consequência, tenho menos trabalho e consigo deixar tudo mais organizado sem pensar muito.
- Para anotações que eu faria no Notion, uso arquivos markdown e edito como com o VSCode ou StackEdit no browser. Com isso, eu estou utilizando o markdown padrão e não estou mais preso a nenhum programa.
- O Google Drive utiliza a estrutura mais básica possível: pastas e arquivos. Criar minha própria organização ficou muito mais fácil
- Como eu preciso pensar onde vou guardar cada arquivo, passei a ter menos anotações inúteis.
- Trabalhar com planilhas é muito mais versátil do que trabalhar com as tabelas do Notion.
Porém o Google Drive não tem busca no conteúdo dos arquivos, o que pode ser um problema. Mas como a organização nele é mais simples que no Notion, isso não me fez tanta falta. Além disso, não há uma maneira de nativa de editar markdown diretamente no aplicativo do Google Drive do Android. O melhor aplicativo que encontrei para editar no celular foi o QuickEdit, além de ser simples, foi o único que conseguiu salvar o arquivo diretamente o arquivo no Drive.
Tive que me adaptar com algumas coisas que eu estava acostumado a guardar no Notion. Por exemplo, anotações de projeto eu estou escrevendo diretamente no readme no repositório. Dá mais trabalho, mas já fica no lugar certo. E a minha alternativa para armazenar o conteúdo de páginas (que eu capturava com a extensão de navegador “Save to Notion” ou “Evernote Web Clipper” anteriormente) é gerar um pdf e guardar no Google Drive.
Toda essa dinâmica funciona somente se as pastas no Google estiverem organizadas, porém, é com apenas um lugar que preciso me preocupar agora.